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| Inclusão do Xadrez no currículo do 1.º ciclo/ferramenta de ensino |
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Texto da Proposta
Inclusão do xadrez como ferramenta social
positiva e no desenvolvimento de
capacidades cognitiva e criativa, aptidões
numéricas e verbais, assim como da
memória, seja no âmbito da disciplina de
matemática quer como unidade curricular
ocupacional ou optativa. |
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Fundamentação
O xadrez é um clássico jogo de estratégia, inventado há mais de 1500 anos atrás da Índia. Diz a lenda que o governante da Índia, pediu aos seus sábios para planear um metodo de ensino de forma que os filhos da família real se tornassem pensadores e generais exímios no campo de batalha. O xadrez surgiu como solução. Ao longo dos séculos, desde a sua invenção, o xadrez extendeu-se a todos os países do mundo. Apesar de inúmeros outros jogos se extinguiram, o xadrez persistiu. Nos Estados Unidos, tem recebido apoios por muitos educadores, que vão desde Benjamin Franklin ao ex-secretário de Educação Norte-Americano, Terrell Bell.
Porque ensinar xadrez?
O xadrez desenvolve as capacidades das crianças. Isso acontece porque estimula:
a CONCENTRAÇÃO - as crianças aprendem os benefícios de observar cuidadosamente e de se concentrarem. Se não observam o que se passa, não conseguem responder, não importa o quão capacitadas são.
a VISUALIZAÇÃO - as crianças são estimuladas a imaginar uma sequência de acções antes de ocorrerem. Ensinando-lhes a habilidade, através do treino, de imaginarem os movimentos, primeiro um, depois vários, antes destes ocorrerem no tabuleiro.
o "PENSAR À FRENTE" - as crianças são ensinadas a pensar primeiro e a agir depois. Ensinando-lhes a responderem para si mesmas "o que pode acontecer e como posso reagir a isto?". Ao longo do tempo taduz-se no desenvolvimento da paciência e do pensamento lógico.
a ANALISAR VÁRIAS OPÇÕES - as crianças aprendem que não tem que concretizar a primeira ideia que lhes surge, aprendendo a identificar alternativas e a considerar os prós e contras de várias acções.
a ANÁLISAR CONCRETAMENTE - as crianças aprendem a avaliar os resultados de uma acção específica e as suas sequências. "Esta sequência faz-me ganhar ou perder?" As decisões tornam-se melhores à medida que são definidas pela lógica em vez do impulso.
o PENSAMENTO ABSTRACTO - as crianças aprendem a desligar-se dos detalhes e ver o jogo como um todo. Aprendem padrões usados num contexto e a aplicá-los a diferentes, mas relacionadas, situações.
a PLANEAR - as crianças aprendem a desenvolver objectivos de longo prazo e a realizar passos nesse sentido. Aprendem a necessidade de reavaliar os seus planos quando novos desenvolvimentos mudam o contexto.
a CONSIDERAR MÚLTIPLAS OPÇÕES SIMULTANEAMENTE - as crianças são encorajadas a não se fixarem apenas numa ideia, mas a encontrar e explorar várias opções.
Nenhuma destas aptidões é exclusiva do xadrez, mas fazem parte deste. O xadrez como ferramenta de ensino estimula o cérebro das crianças e ajuda-as a construir a desenvolver capacidades enquanto retiram proveito do jogo, do entretenimento. Como resultado as crianças obtem capacidades de raciocínio, de solução de problemas e de tomadas de decisão independentes maiores e melhores.
Estas conclusões estão fundamentadas por investigação educacional. Estudos efectuados em várias localidades nos EUA e Canadá, demontram que a implementação do xadrez no percurso escolar aumentou os resultados em testes standard para a leitura e matemática. Um estudo de um programa de xadrez em larga escala, na cidade de Nova Iorque, e que envolveu mais de 100 escolas e 3000 alunos, revelou uma melhoria significativa nas notas obtidas a Matemática nos alunos envolvidos na aprendizagem do xadrez...
Nas escolas, o xadrez serve como ponte, aproximando crianças de diferentes idades, raças e sexo numa actividade que podem desfrutar. O xadrez ajuda a construir amizades e no estabelecimento de um espírto de união, de equipa quando competem com outras escolas. O xadrez ensina uma postura de boa prática desportiva, a ganhar humildemente e a não desistir quando se perde. Para as crianças, há muitos exemplos em que o xadrez leva a um aumento da motivação, melhoria do comportamento e aumento da auto-estima.
O xadrez é uma ferramenta social positiva, uma actividade de lazer saudável que pode ser facilmente aprendida e desfrutada em qualquer idade.
São exemplo de países que emplementaram o xadrez nas escola: EUA, Rússia, Canadá, China, Espanha, Perú, Brasil, França, Alemanha, Índia e muitos outros (in http://www.fide.com/component/content/article/15-chess-news/3917-chess-in-school-in-moldova-was-given-green-light-)
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Paulo Afonso
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| Textos alternativos |
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| Comentários |
| @João Cálix - October 3 2009, 13:10 |
| Titulo: Xadrez e não só! |
| Resposta: Caros participantes, foi por mero acaso que vim ter a esta página, onde se fala do ensino do xadrez no 1 Ciclo do Ensino Básico. Como jogador de xadrez já lá vão 30 anos de participação, dirigente quase outros tantos, monitor também já lhes perdi a conta, como treinador oficial da Federação Portuguesa de Xadrez ainda se contam pelos dedos, 3 anos. Durante anos participei em diversas iniciativas de divulgaçãpo do xadrez, há 15 anos que a Câmara Municipal de Espinho coloca como oferta extra curricular o xadrez e também destes anos todos não saíu de lá nenhum cameão. O xadrez no 1º e 2º CEB não poderá nunca ter como objectivo formar campeões, a não ser que alguém ache que é possível explicar estratégia, ou outras fases mais coplexas do jogo, a uma criança de 6 anos em plena fase de desenvolvimento concreto. O objectivo do xadrez na escola terá que ser fundamentalmente a sua utilização enquanto ferramenta didática/pedagógica.
Promover o xadrez enquanto desporto, logo competição, estará condenado à priori, dada a sua forma abrangente e aglutinadora. A carta educativa nacional menciona e aconcelha os professores a utilizarem qualquer ferramenta disponível, de preferência jogos entre os quais o xadrez, para a materialização das matérias leccionadas. Em nenhum sitio fala que devam proporcionar experiência competitiva.
Dos divesos comentários que li nesta página creio que é importante que se distingam as várias "máscaras" que o xadrez pode ter e que de uma forma lúdica pode encapotar uma matéria em concreto. Ex.: calcular áreas, perímetros, lateralidade, espaço, tempo, quantidades absolutas e relativas, a moeda por analogia com o valor das peças de xadrez, a lógica, a geometria, enfim um sem número de temas elementares que a partir do xadrez, de forma lúdica, se podem ensinar. Não se podem fazer comparações absurdas entre o ensino do xadrez no colégio ou escola "A" e o estágio das selecções no colégio "B". Na escola 31 de Jeneiro o xadrez é disciplina curricular, outra forma do xadrez estar nas escolas, em 60% das escolas do 1ª CEB no país o xadrez encontra-se nas áreas extra-curriculares e não de enriquecimento curricular, que são áreas bem distintas. Por outro lado se se pretende promover o xadrez como desporto e ao abrigo do disposto na lei, só profesores de educação fisica é que o poderiam leccionar. Portanto o xadrez não é só para eleitos, é para todos, até na terceira idade tenho neste momento 5 centros onde ensino os menos jovens a jogar xadrez, como forma de ocupação do tempo. Portanto distingamos as várias "máscaras" que o xadrez pode ter na escola em geral e nos primeiros ciclos em particular. Só quem está arredado da realidade, ou obcecado pela competição poderá exigir resultados competitivos com o ensino do xadrez nas escolas, para isso existem clubes, essa resposnsabilidade é dos clubes, a escola já temn que fazer muita coisa que não lhe compete. A escola sensbiliza e utiliza o xadrez como ferramenta, não lhe cabe o papel de formar campeões. Directamente ao sr. @chessone, conheceu o projecto "Cheque Mate" no Porto, que envolveu 2500 crianças durante 2 anos? Sabe quantos campeões de lá saíram? Sabe quantas escolas utilizam o xadrez como ferramenta pedaçógica em Portugal, no Porto ou no estranjeiro? Sabe quantos campeões sairão de lá? Sabe quem regulamenta as AEC? Sabe quem são os monitores que leccionam o xadrez, nomeadamente nas escolas publicas?Provavelmente não saberá.
Gostava só de deixar ao forum a seguinte mensagem, não se deixem enganar pela forma demagógica que os politicos, principalmente os presidentes de camara, elevam o seu ego quando dizem que têm não sei quantas crianças a jogar xadrez nas escolas. Numa das últimas escolas que visitei um dos monitores era o porteiro. Para quem diz "...Não lhe dão de comer?...", gostaria de deixar ficar no ar questão se por acaso o xadrez em Portugal dá de comer a alguém? A FPX está quase falida, com a entrada da nova lei das federações desportivas, as associações passarão a desempenhar um papel cada vez mais passivo, os nossos principais jogadores jogam no estrangeiro, as nossas principais equipas Portuguesas, investem tudo o que têm numa semana de competição, esquecendo-se da formação. Vamos pedir agora às escolas que formem cameões? Se por acaso o sr. Manuel Pintor tiver um qualquer problema do foro psicológico e se se candidatar a Presidente da FPX, aconselho-o a que no primeiro acto se demita, tal é a confusão que por aqueles lados anda.
Por favor não continuem a confundir "a mãe do filho do padeiro com o filho da mãe do padeiro", de forma hipócrita e utilizando nomes estranhos.
Aconselho todos os que participam neste forum a ler as teses de doutoramento do Professor Dr. Pedro Palhares da Universidade do Minho e da Professora Dra. Alda Ferreira, talvez fiquem mais esclarecidos. |
| @Manuel Pintor - September 24 2009, 05:09 |
| Titulo: Xadrez e não só! |
| Resposta: Concordo com a formulação apresentada por Patrícia. Creio que faltava no currículo do 1º ciclo, que é o objecto desta proposta, a introdução do Inglês, da Educação Física, da Educação pelas Artes (primordialmente Música, mas não só) e da Educação pelo Xadrez. As 2 primeiras têm sido razoavelmente implementadas nos últimos anos, embora com falhas, nomeadamente nas escolas onde é difícil a prática de actividade física sistemática; a 3ª já não tem tido tanto sucesso na sua implementação, mas tem enquadramento para que se façam progressos nesse sentido; falta uma aposta na 4ª.
Quanto a esta última, é importante que se saiba distinguir o "xadrez no Ensino" do "ensino do Xadrez". Interessa neste caso o enfoque no Ensino, sendo o xadrez instrumental, e não tanto o ensino do Xadrez no sentido de preparar xadrezistas. Nem sequer se trata de Xadrez Escolar, como alguém refere, pois não se trata da (também necessária) implementação e desenvolvimento de clubes escolares, mais comuns nos 2º e 3º ciclos, e até no secundário. Nem, por maioria de razão, se aborda o ensino universitário, onde o xadrez deve ser visto em pé de igualdade com os restantes desportos, ressalvando a formação de professores de 1º ciclo referida nos primeiros posts.
O cerne é a Educação no 1º ciclo, onde o xadrez pode ser utilizado como uma "FERRAMENTA" de ensino, de reconhecida e comprovada qualidade. A par de outras...
A preparação de xadrezistas e a actividade competitiva nada tem a ver com isto, embora possa ser seu corolário para alguns. |
| @Patricia - September 18 2009, 15:09 |
| Titulo: Xadrez e não só! |
| Resposta: Se não for o xadrez que seja outro qualquer, o necessario é estimular a mente desde cedo. Não nos podemos limitar a ter as disciplinas basicas. O portugues a matematica e as ciencias não são o suficiente, algumas escolas ja têm a disciplina de Ingles, outras (mas muito poucas) a disciplina de educação/formação musical, escrita criativa..tantas coisas que podemos usar como ferramenta para que as nossas capacidades sejam estimuladas. Cada caso é um caso, se uma criança não se adapta a musica, procura-se uma outra opção para que a criança consiga alcançar os mesmo objectivos. Se as capacidades forem estimuladas as dificuldades nas varias ares e disciplinas serão reduzidas em grande parte. A lógica que é necessaria para o jogo do Xadrez é a mesma que será necessaria para resolver os problemas de matemática, por exemplo. Não só o cererbro devera ser estimulado mas tambem a condição fisica. Importante também é cada criança ter acesso facilitado a um apoio psicologico. acredito que o acompanhamento de uma criança por um psicologo desde cedo ajudará a enfrentar os mais variados problemas que todos nos temos, nem todos conseguimos supera-los da mesma forma, o que por vezes tras consequencias negativas. O que quero dizer com isto tudo é que tudo aquilo que forma uma pessoa são as consequencias da nossa formação, tanto a nivel escolar/profissonal como a nivel pessoal. Infelizmente não prevejo um avanço nesse sentido, mas teria muito gosto em lutar por esses direitos que acredito serem verdadeiramente fundamentais. |
| @chessone - September 10 2009, 22:09 |
| Titulo: Xadrez-Sim |
| Resposta: Não haja dúvidas que o Xadrez é por si uma excelente ferramenta didacto-pedagógica.
Quanto ao Sr Manuel Pintor, já nos habituou a visões parciais da realidade desta modalidade.
EFANOR - Ninguém conhece um miúdo que jogue xadrez com qualidade neste Colégio no qual deve ter interesses.
COLÉGIO DE GAIA- Organizou um Estágio da Selecção Jovem que foi a maior vergonha nacional.
31 de JANEIRO- Projecto sério.
Sr. Manuel Pintor, porque não se refere aos excelentes projectos escolares em Braga, Faro, Lisboa e Setúbal? Não lhe dão de comer? Espero que não seja (como dizem) candidato) a presidente da FPX, seria mau para o Xadrez.
MUITOS PARABÉNS à JSD PELA PROPOSTA, DEMONSTRA a VOSSA QUALIDADE: |
| @Paulo Afonso - September 4 2009, 18:09 |
| Titulo: |
| Resposta: Caro Filipe Loureiro,
concordo plenamente consigo, penso que a ser um projecto a implementar, as pessoas terão essa preocupação. Saudações |
| @Paulo Afonso - September 4 2009, 18:09 |
| Titulo: |
| Resposta: Caro João Janes,
não percebi muito bem o seu comentário. Mas relativamente a adaptabilidade: nos poucos sítios onde se tentou a adaptação foi muito boa (remeto para o comentário do Manuel Pintor acerca das escolas onde já existe o ensino do xadrez), pelo que devemos usar os dados/resultados dessas escolas para falar das adaptabilidades das crianças ou não, o que segundo consta contraria a sua suposição de inadaptabilidade. gostaria que esclarecesse o seu comentário de modo a poder debater consigo de forma clara, porque de facto não entendi ao que se refere a especificidade. Saudações |
| @Paulo Afonso - September 4 2009, 18:09 |
| Titulo: |
| Resposta: Caro Marcelo, não é meu propósito discutir qual a melhor modalidade... certamente todas terão os seus benefícios, umas com maior suporte científico e que reúnem maior consenso outras menos. O objectivo desta proposta é contribuir para a formação das nossas crianças, ajuda-los a conseguir melhor resultados e desenvolver todas as capacidades acima referidas e isto está provado, é aplicado em vários países. Não vou estar a repetir o texto da proposta... Contudo peço-lhe que releia a proposta e os documentos de suporte bem como os links e se depois disso ainda for dessa opinião, se continuar a achar que o xadrez é uma coisa abstracta, uma coisa inútil peço desculpa mas ou eu tenho graves falhas de comunicação ou o Sr. não percebeu. Saudações |
| @Filipe Loureiro - September 3 2009, 19:09 |
| Titulo: Xadrez? Por que não? |
| Resposta: Se está provado que o xadrez é uma boa ferramenta para a formação e educação, não me parece desajustado inclui-la no sistema nacional de ensino. Mas nunca esquecer que apesar de tudo, não se deve sobrecarregar os alunos com tudo e mais alguma coisa, porque cada vez mais há mais falta de tempo para brincar e passar o tempo com a família... tudo com peso e medida parece-me ser a melhor solução. |
| @João Janes - September 3 2009, 18:09 |
| Titulo: discordo |
| Resposta: Nem todos têm de fomentar todos esses atributos através de um meio tão específico como o xadrez. Há muito boa gente que não iria adaptar-se...
Temos de desenvolver tudo isso, mas não de uma só forma |
| @Marcelo - September 2 2009, 18:09 |
| Titulo: |
| Resposta: Eu acho que o país precisa de alternativas concretas, coisas úteis.
Eu cá não sei jogar xadrez nem consigo aprender.
O Xadrez tem a mesma complexidade que o rudby e traz os mesmos benefícios, traz um a mais o rudby que é a parte física e moral. |
| @Fernando Almeida - September 2 2009, 14:09 |
| Titulo: |
| Resposta: Na minha opinião, investir no ensino do xadrez é também investir na matemática. O fomento do cálculo, do raciocínio e da lógica pode ser apreendida de muitas formas. Julgo que optar por uma vertente mais lúdica, sobretudo junto das camadas mais jovens, poderá ser uma excelente estratégia para incutir o interesse pela matemática dos nossos jovens. Julgo que ambas as visões do ensino do xadrez e da matemática são complementares. |
| @Paulo Afonso - September 2 2009, 01:09 |
| Titulo: |
| Resposta: Caro Carlos,
A proposta não visa a substituição do ensino da Matemática, visa a inclusão do xadrez como ferramenta de ensino e estimulador/catalisador de novas e melhores aptidões/capacidades. Há áreas da matemática explicadas e estudadas usando o xadrez, as capacidades usadas na matemática são exploradas e potenciadas no xadrez e vice-versa. A matemática e o xadrez estão interligados.
Gostaria de saber os motivos que o levam a afirmar "não me parece praticável nem plausível".
O 1.º ciclo é a 2.º fase do percurso académico, por ter a importância que tem, nomeadamente a área da matemática, devemos apostar numa formação estimuladora de capacidades, resultando numa melhoria do desempenho, não só na matemática mas numa série de contextos que advém da aplicabilidade das aptidões acima descritas.
Agradeço, desde já, a sua participação na discussão desta proposta, bem como ao Manuel Pintor pela sua contribuição e esclarecimentos.
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| @Carlos - September 1 2009, 19:09 |
| Titulo: e matemática? |
| Resposta: O texto está muito bem e todo o intuito tem muita lógica. Mas não me parece praticável nem plausível. Sim, parace-me uma excelente ferramenta ensino e desenvolvimento da intelectualidade mas tem mais lógica investir-se na matemática no primeiro ciclio que é a base de todo o percurso académico. Porque a matemática sim ajuda/estimula nos campos referidos. |
| @Manuel Pintor - August 31 2009, 05:08 |
| Titulo: Xadrez curricular |
| Resposta: Se há algo que é tudo menos refúgio dos professores é a utilização do xadrez como suporte para a apreensão de diferentes e diversificados conhecimentos, não só matemáticos. Dá muito, mesmo muito, trabalho. E dá ainda mais por corresponder à introdução na sala de aula de práticas que são, para a esmagadora maioria, inovadoras, o que acarreta desde logo inúmeras desconfianças.
Sem me referir, em espaço tão curto como este, a experiências em diferentes partes do mundo, desde há muitos anos, onde é feita avaliação dos métodos seguidos, chamo a atenção que em pelo menos 3 escolas cá em Portugal é seguida essa prática, a "31 de Janeiro" na Parede, há 5 anos, o "Colégio de Gaia" (parcialmente) há 2 anos, e o "Colégio Efanor", na Senhora da Hora, que já referi, há 1 ano. Que não sobrem dúvidas que no caso deste último, cujos pormenores conheço bem, a avaliação é levada muito a sério, ou não fosse um projecto da Fundação Belmiro de Azevedo, que coloca a qualidade e a avaliação no topo das suas preocupações.
É bastante significativa a avaliação que é feita dos encarregados de educação sobre o xadrez, sabendo-se das reservas que muitos deles colocaram no início à importância e à necessidade do mesmo, face a outras opções e à (falsa) sobrecarga horária. Cedo perceberam que não era uma opção entre este ou aquele desporto de que se tratava, mas sim da utilização de novas ferramentas no ensino dos seus educandos, e os resultados rapidamente se tornaram visíveis para todos.
Nos Estados Unidos da América, só para citar um exemplo, projectos deste tipo são levados a escolas públicas em vastas áreas, suportados em fundações apoiadas por empresas tão diversas como Microsoft, Bank of America, AT&T, Merrill Lynch, JPMorgan Chase, etc, etc.
E a própria projecção pública não é deixada ao acaso, como se pode ver, por exemplo em:
http://www.af4c.org/
http://www.chessintheschools.org/
http://www.nychesskids.com/
http://www.saintlouischessclub.org/Scholastics
Deixo ainda a ligação para se ver como existem cursos de nível universitário (Universidade do Texas) exclusivamente dedicados ao xadrez e à sua utilização pedagógica:
http://www.susanpolgar.com/susan-polgar-foundation-mission.html
Mas há projecto semelhantes por esse mundo fora. Como meros exemplos, uma referência ao Brasil e outra à Venezuela:
http://www.ajedrezvinotinto.com/site/1er-diplomado-de-ajedrez-y-educacion-en-la-upel-el-macaro-edo-aragua
http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/educacao-fique-de-olho-21.asp
http://www8.pr.gov.br/portals/portal/xadrez/index.php?PHPSESSID=2007081214543571
Uma última palavra sobre a "absolutamente necessária" avaliação dos professores: é todo o processo de ensino/aprendizagem que necessita de uma prática continuada e permanente de avaliação, a diversos níveis (sem, necessariamente, estes se misturarem), e não "apenas" os professores. A primeira medida de tudo são os resultados, normalmente medidos em progressos obtidos, pois no centro da educação estão os alunos.
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| @Silv@ - August 30 2009, 15:08 |
| Titulo: Xadrez na educação?! |
| Resposta: Estive a ler o vosso texto e achei-o muito interessante, deveras interessante. Mas, na minha opinião, acho que o xadrez nas escolas seria um refúgio ao trabalho aos professores - não me levem a mal, eu concordo convosco - mas é de conhecimento público que existem professores que não tem interesse no nível académico dos seus alunos (se for bom, ainda bem; se for mau, não há problema). E eu acho que o xadrez seria uma forma de os professores não se aperceberem da sua verdadeira função: educar os alunos.
PS.: só para saberem, sou a favor da avaliação dos professores. Devemos saber quem está a educar o futuro do nosso país. |
| @Manuel Pintor - August 30 2009, 06:08 |
| Titulo: Implementação é possível, e tem baixos custos financeiros |
| Resposta: Ao nível do 1º ciclo e do pré-escolar, não me parece que sejam estanques as disciplinas. Ou melhor: onde o são, não o deveriam ser, pois deve-se, em meu entender, dar primazia à interdisciplinaridade. O Colégio Efanor, da Fundação Belmiro de Azevedo, é já um sucesso da aposta do xadrez curricular para todos os seus alunos em todos os graus de ensino (para já pré-escolar e 1º ciclo até ao 3º ano), apesar de ter iniciado a sua actividade muito recentemente (2008/2009).
O Desporto Escolar, a partir do 2º ciclo, e a actividade ocupacional nos chamados tempos extra-curriculares (dantes diziam-se tempos livres) são questões diferentes, onde também a prática continuada e regular do xadrez, mesmo em ambiente competitivo, potencia comprovadamente as já referidas capacidades e habilidades (competências) dos jovens. |
| @Paulo Afonso - August 29 2009, 03:08 |
| Titulo: |
| Resposta: Seria necessário formar os professores, obviamente que leva o seu tempo, e talvez num período transitório faria sentido uma cooperação entre monitores e treinadores atestados pela Federação Portuguesa de Xadrez, até por uma questão aprendizagem dos próprios professores com esses técnicos, antes de passar na totalidade para a sua alçada. Penso que a inclusão na disciplina de matemática faria mais sentido pois relacionam-se intimamente e seria ideal que fosse dessa forma para evitar a sobrecarga dos alunos... Como actividade ocupacional: os casos de que tenho conhecimento funcionam bem, mas a principal preocupação aí não é o uso como ferramenta de ensino. De referir que o xadrez também se encontra inserido no Desporto Escolar, sendo professores de Educação Física previamente formados pela FPX a ministar. Agradeço a sua contribuição na discussão da proposta. |
| @Manuel Pintor - August 29 2009, 03:08 |
| Titulo: Implementação é possível, e tem baixos custos financeiros |
| Resposta: A proposta faz todo o sentido; já há uma experiência de anos em várias partes do mundo e em diferentes estruturas sociais, com resultados sempre positivos. A melhor forma de a implementar, de forma muito resumida, seria começar pela introdução de uma cadeira/disciplina com o título "Xadrez como ferramenta didáctica e pedagógica no 1º ciclo" ou algo parecido nas Escolas Superiores de Educação, em todos os cursos para professores do 1º ciclo e do pré-escolar. Depois, em programas que poderiam ficar a cargo das autarquias, dotar as escolas do material necessário, o que é muitíssimo barato. Em paralelo, e suportado na Inovação Pedagógica ou outra estrutura semelhante do Ministério da Educação, criar um suporte de incentivo e apoio aos professores na utilização dessa "ferramenta". Em todo este processo, as estruturas do Xadrez federado podem ser parceiras que lhe trazem substancial valor acrescentado, pois são normalmente muito empenhadas quando se envolvem em projectos que promovam a sua modalidade desportiva de eleição. |
| @Fernando Almeida - August 28 2009, 14:08 |
| Titulo: |
| Resposta: Faz todo o sentido a introdução desta medida nas escolas. Agora, torna-se necessário pensar seriamente sobre o seu modelo de introdução na componente educativa. Será que os professores de matemática têm formação para ministrar o ensino do xadrez? Existe espaço para a introdução do xadrez sem se alterar a elevada sobrecarga curricular do sistema de ensino? Poderá o xadrez ser incluído e difundido de uma forma massificada como uma actividade ocupacional fora do horário escolar, tal como já acontece em algumas escolas com a existência de um clube de xadrez? |
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